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Computador para edição de vídeo: o que levar em consideração na hora de escolher?

Tecnologia

- 22/10/2018

Você sabe o que deve ser levado em consideração no que diz respeito à escolha de um computador para edição de vídeo? Para quem está em busca de agilidade nos processos, qualidade de imagem e altos níveis de desempenho operacional, é de fundamental importância conhecer quais são os pontos a considerar na escolha de um computador.

Pensando nisso, apresentaremos a seguir os componentes essenciais em um computador para edição de vídeo e o que você deve procurar em cada um deles. A leitura é válida e por isso merece toda a sua atenção. Aproveite! 

Como escolher um computador para edição de vídeo?

A primeira observação a se fazer, nesse caso, é que a compra de uma máquina pronta e de uma grande marca nem sempre será a melhor opção. O recomendando é pesquisar os componentes e montá-la de maneira personalizada, já que muitas vezes grandes fabricantes optam por minimizar a customização para facilitar a produção em massa.

A seguir estão alguns componentes que precisam ser analisados.

Processador

Tratando-se dos softwares de edição, o processador (chamado de CPU) não fica sem trabalhar nem por um segundo, especialmente durante as renderizações. Pode-se dizer, sem medo algum, que essa é a peça mais importante nesse contexto (mais importante que a placa de vídeo, inclusive!). 

Entenda que é o processador o responsável por preparar, endereçar e acelerar as solicitações de dados, e possui duas características importantes: Quantidade de núcleos e velocidade de processamento destes. Se tratando de edição de vídeo, quanto mais núcleos melhor, e quanto maior a velocidade destes, mais leve será a execução dos sistemas instalados.

Em um computador para edição de vídeo, o recomendado é um processador Intel® Core® i7, dando preferência para os modelos das últimas gerações, como:

  • i7-7700 – 3.6 GHz (7ª geração);
  • i7-8700 – 3.2 GHz (8º geração);
  • i7-8700K – 4.5 GHz (8º Geração);

Por uma questão de valores, alguns profissionais acabam optando pelos processadores Intel® Core® i5. Embora seja possível trabalhar com eles, tenha em mente que a performance da máquina será consideravelmente inferior.

Se você realmente está em busca de desempenho e custo benefício, opte pela linha Intel® Core® i7. Se puder investir mais, considere como opções a linha i9 e Xeon Scalable que possuem mais núcleos e tem um desempenho superior (em especial linha Xeon possui uma durabilidade muito superior a linha core da intel)

Placa de vídeo

Na sequência, analise as capacidades do segundo componente mais importante: a placa de vídeo. É ela que se responsabiliza por gerir e controlar as funções que se referem à exibição dos vídeos na tela do monitor. 

Em determinadas aplicações, essa peça é fundamental pois ajuda a “desafogar” o CPU. Nos plugins de renderização mais robustos, a exemplo do V-RAY, diversas possibilidades (efeitos especiais) podem ser aplicadas usando ela ao invés do processador, mas cabe verificar individualmente cada software para saber se isso é possível para não jogar dinheiro fora! 

No mercado existem hoje placas de vídeo embutidas e dedicadas. Embutidas, são aquelas que através de software (drivers) reservam espaço no processador (CPU) para dedicar exclusivamente ao processamento de vídeo. Para trabalhos profissionais e que exigem bons níveis de performance, a opção são placas dedicadas, que nada mais são que as convencionais placas de vídeo que conhecemos: um componente inteiramente dedicado ao processamento gráfico. 

Nesse caso, existem inúmeras opções, incluindo:

Para trabalhos mais leves, uma placa de vídeo com 2 GB está de bom tamanho. Porém, para edições mais pesadas e softwares mais exigentes, o indicado é optar por uma placa com, no mínimo, 5 GB. Para trabalhos em edição de Video, são recomendadas placas da linha Nvidia Quadro® (pela própria Adobe, por exemplo), contudo, muitas vezes a linha GeForce® supre a demanda e as vezes tem maior eficácia que as placas Quadro, variando conforme os recursos que mais você utilizar no softwares. Isso é algo que deve ser estudado na hora de montar a máquina, já que a medida que uma placa da linha Quadro tem uma durabilidade, estabilidade e qualidade muito superiores a uma GeForce® o seu custo costuma ser proporcionalmente mais alto.

Armazenamento 

Chegamos agora na questão do armazenamento. Aqui, estamos falando dos componentes HDD e SSD. O HDD (mais conhecido apenas como HD) é um equipamento físico constituído por um braço mecânico que opera sobre um ou mais discos giratórios.

Essa estrutura permite a gravação das informações que é executada em uma camada eletromagnética, acessada pelo leitor desse disco, quase como leitor de CD opera. Já o SSD, por sua vez, não conta com nenhum tipo de peça móvel.

Enquanto no HD as informações são gravadas nos discos, no SSD, os dados são acessados e armazenados em um circuito eletrônico. Pense nele como uma espécie de pen drive em grande escala, sendo muito mais seguro e com capacidades muito superiores em todos os aspectos.   

Qual é o melhor? Indiscutivelmente o SSD, pois em comparação com um HDD, o seu tempo de resposta é até 20 vezes mais rápido, é mais confiável e apresenta um melhor desempenho como um todo. Contudo, este é obviamente o mais caro dos dois, e SSDs possuem uma capacidade de armazenamento muito menor que os HDDs convecionais (atualmente um HD de 1TB costuma ter preço próximo a um SSD de 120GB).

Como estamos falando aqui de um computador para edição de vídeo, o ideal é uma memória híbrida, contendo tanto um quanto o outro. No cenário ideal você deve trabalhar com um disco SSD para o sistema operacional e seus softwares de edição e outro HDD separado para o armazenamento de arquivos, biblioteca de videos e seu projetos, já que qualquer editor de vídeo sabe que projetos de edição ocupam bastante espaço.

Se tiver de optar por apenas um deles, opte pelos SSHD’s, uma tecnologia que abraça os dois lados da moeda. O SSHD possuem um pequeno espaço alocado em memória SSD e um grande trecho em memória magnética convencional dos discos HDs convencionais, permitindo um ganho de performance significativo com relação aos HDs convencionais (mas obviamente perdendo quando comparado diretamente com um SSD convencional) 

Com relação às capacidades, qual é o melhor custo benefício? Estimamos que 1 TB (7200 RPM) de armazenamento para o HD e 240 GB (2.5 SATA III) para o SSD são valores bastante apropriados. 

Memória RAM

Outro fator a considerar na sua escolha é a memória RAM. Diferentemente do HD e do SSD que armazenam os dados permanentemente, esse componente corresponde à memória volátil, que se perde quando o computador é desligado. 

Mesmo assim, essa é uma peça fundamental em termos de performance, principalmente para realizar várias atividades paralelas, já que possibilita trabalhar com diferentes softwares de modo simultâneo. Muitas vezes softwares de edição de imagem ou de vetorização acabam acompanhando o trabalho do editor de vídeo, algo a ser considerado.

Quanto maior a memória RAM, maior será a quantidade de programas que poderá ser utilizada simultaneamente sem sobrecarregar a máquina, e também de fundamental importância para o editor de vídeo: ela vai também aumentar o preview de vídeo no momento de reprodução. 

Falando mais em números, tenha como ponto de partida base um PC com 8 GB de memória RAM, mas se estiver disposto a investir e alto desempenho for fundamental, opte por uma máquina com pelo menos 16GB de RAM, sendo o confortável 32GB. 

Monitor 

Por último, falaremos um pouco do monitor. Apesar de ser a parte menos importante entre tudo o que já foi dito até aqui, não se esqueça de que é por meio dele que você visualizará o seu trabalho.

Monitores básicos são indicados somente para as atividades do dia a dia. Em um computador para edição de vídeo, é indispensável ter cores vivas e formas corretas. A utilização de dois monitores é altamente recomendada e uma prática muito comum no mercado de edição, não somente de vídeo como de imagens também.

A configuração-chave de qualquer monitor é a resolução, pois é por causa dela que você enxerga, ou não, os mínimos detalhes que são exibidos na tela. Nesse sentido, é preciso atentar o que você procura. Monitores 4K são fantásticos, mas lembre-se que são 4 vezes a resolução FullHD em uma única tela, portanto pesa 4 vezes mais para seu computador também.

O recomendado é optar por um monitor em 4K para edição, mas telas Full HD também são completamente aceitáveis. Apenas tenha sempre em mente qual a resolução final de edição você irá trabalhar (Full HD, 4K, 8K, etc) na hora de montar a máquina, já que isso implica diretamente na escolha de todos componentes e também no valor investido. 

Para concluir, vale deixar claro que ao fazer uma boa escolha quanto ao seu equipamento de trabalho, você não precisará se preocupar tão cedo com a troca dos componentes. Do contrário, diminuirá a utilidade da sua máquina.

Esperamos que você tenha gostado deste artigo sobre como escolher um computador para edição de vídeo. Se quiser saber mais e deseja montar o seu de maneira personalizada e com o que há de melhor no mercado, entre em contato conosco agora mesmo. Nossa equipe está pronta para ajudá-lo e tirar todas as suas dúvidas!