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3 fatores a observar na escolha de uma placa de vídeo

Tecnologia

- 02/07/2018

Uma nova versão do seu jogo preferido foi lançada, mas o seu computador mostra uma apresentação de slides em vez de uma experiência empolgante? Você precisa lidar com softwares gráficos profissionais, mas a lentidão da máquina o faz ser menos produtivo? Então chegou a hora de atualizar a sua placa de vídeo.

Neste artigo, você vai conhecer 3 fatores que devem ser levados em consideração na hora de escolher uma nova placa gráfica. Continue lendo e confira!

 

1. Quais são as suas necessidades?

Na maior parte das vezes, a linha intermediária — ou seja, placas gráficas na faixa de R$ 800,00 — são mais do que suficientes para o consumidor médio. Com elas, você já consegue jogar no PC a maioria dos jogos atuais em uma boa configuração, bem como consegue melhorar o desempenho de softwares como o Photoshop, por exemplo. Nossa indicação hoje para placa de vídeo para jogos é a GTX 1050 TI de 4GB, uma placa de vídeo que possui um excelente custo beneficio e já permite rodar praticamente todos os jogos.

Mas, se você faz questão de jogar os últimos lançamentos em games com qualidade total, uma placa de vídeo topo de linha é a melhor opção. O gasto extra pode assustar à primeira vista, mas é largamente compensado pela longevidade do hardware, que costuma superar o ciclo dos consoles de videogame mais modernos.

Agora, se você é um profissional que precisa lidar com softwares gráficos pesados, como o AutoCAD, Revit, Solidworks, After Effects e muitos outros, a melhor opção é, sem dúvida, as placas de vídeo da linha Quadro, da Nvidia. Desenvolvidas em conjunto com as maiores empresas de software do mundo, elas apresentam desempenho superior, alta precisão e maior durabilidade.

 

2. O que a placa de vídeo oferece?

Atualmente, as empresas que dominam o mercado de placas gráficas são a AMD e a Nvidia. Ambas produzem boas opções tanto para fins de trabalho quanto para diversão — e a escolha da marca não chega a fazer tanta diferença se os modelos forem equivalentes.

De todos os elementos que configuram uma placa gráfica, o que você mais deve levar em conta é a quantidade de núcleos de processamento (CUDA Cores no caso da Nvidia ou Stream Processors nos modelos da AMD).

Quanto mais memória RAM sua placa de vídeo tiver, mais dados e texturas serão processados pelo chip gráfico. Porém, atente-se a fatores como a largura de banda — as interfaces de 256 bits superam as de 128 bits — e ao tipo de RAM — os modelos DDR3 têm desempenho inferior aos do tipo GDDR5.

Não se engane com placas de vídeo mais antigas, busque sempre adquirir um modelo de ultima geração, muitas empresas ainda divulgam placas antigas com uma alta largura de banda (128, 256, 384 bits) como se ainda fossem potentes.

Uma boa forma de verificar a performance do modelo escolhido é utilizando a ferramenta G3DMARK da Passmark, você pode acessar o site com toda a lista das placas de vídeo clicando aqui.

Atente-se também para as diferenças de hardware entre placas de vídeo Quadro e Geforce, muitas vezes as Quadros possuem um número menor de cuda cores em relação as placas de vídeo Geforce.

Porém isso não quer dizer que as placas profissionais possuem um desempenho inferior, como seus drivers são otimizados para aplicações profissionais como o AutoCAD, Revit, SolidWorks (dentre muitos outros softwares), a mesma consegue entregar um desempenho muito superior com um hardware inferior, permitindo-a ser mais aquecer menos e ser mais estável.

Em alguns softwares, como o Siemens NX, uma Quadro P600 de 2GB consegue oferecer um desempenho 3 vezes superior a uma placa de vídeo Geforce GTX 1080 TI de 11GB, por isso é sempre bom verificar qual a placa de vídeo recomendada pela fabricante do software ou pedir ajuda para nossos especialistas te ajudarem a escolher a melhor opção.  Já softwares com o Lumion, que possuem uma engine gráfica de jogo, possui um desempenho superior com uma Geforce GTX 1070 TI em relação a uma Quadro P4000.

Por fim, observe as saídas que a placa oferece para conectar o computador a um monitor externo. A maioria dos modelos atuais têm conexões HDMI e DVI, mas algumas já oferecem a saída DisplayPort e Mini DisplayPort. Fuja dos modelos que oferecem apenas a velha saída VGA: a tecnologia já está ultrapassada e transmite apenas a imagem analógica, com uma perda de qualidade considerável na imagem.

 

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3. O seu hardware é compatível?

Toda placa de vídeo pode apresentar problemas de compatibilidade, especialmente se a sua máquina for mais antiga. Problemas comuns incluem coisas como a fonte de energia e o tamanho da própria placa — ela pode, inclusive, nem caber no seu gabinete.

De maneira geral, as placas de vídeo intermediárias do momento precisam de um slot PCI Express x16, e você terá que medir a distância desse slot para qualquer componente que possa interferir na sua placa gráfica. Por isso, verifique as dimensões da GPU, que podem ser conferidas no site do fabricante, e certifique-se de ter um pequeno espaço extra ao redor.

Confira, ainda, se a placa precisará de uma fonte de alimentação externa. Algumas placas de baixo custo obtêm energia suficiente da porta PCI da sua placa-mãe, enquanto outras exigem a ligação com a fonte de alimentação da máquina. Se for necessário utilizar mais energia, sua fonte precisará usar os cabos adequados ou você terá que encontrar um adaptador.

Por fim, certifique-se de que há energia suficiente para manter o bom desempenho do computador. Dependendo da sua escolha, pode ser preciso trocar sua fonte de alimentação por um modelo mais potente.

Seguindo essas três dicas simples, você não terá maiores problemas para encontrar a placa de vídeo mais adequada às suas necessidades.

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